quarta-feira, 6 de abril de 2016

Medicina Fetal - Ausência de vitamina pode provocar defeitos congênitos

Medicina fetal


A maioria das mães cientes da importância da dieta para diminuir o risco de ter filhos com um defeito congênito ligado à carência de uma vitamina não cuidam devidamente de sua própria alimentação, mesmo após terem tido bebês com o problema. É o que mostra o resultado de um estudo no qual a pesquisadora Andrea Chirino Misisian avaliou a dieta de 150 mães de filhos portadores de uma doença que leva à malformação do sistema nervoso central, chamada defeito de fechamento do tubo neural.

O problema afeta um bebê em cada mil nascidos vivos e é associado à carência da vitamina ácido fólico, encontrada em verduras verde-escuro e carnes vermelhas.No trabalho, sua dissertação de mestrado apresentada na Unifesp, ela verificou que, apesar de 41% dessas mães saberem ser necessário alterar sua dieta para evitar a recorrência do problema, três em cada quatro não o fizeram.

Embora a doença também seja causada por um componente genético, estudos anteriores demonstraram que fatores ambientais também estão em sua origem. Dentre eles, um dos mais importantes é o ácido fólico.

“Em todas as amostras estudadas na universidade, detectou-se que a privação nutricional dessa vitamina no início da gravidez é fator de risco para a ocorrência do problema”, afirma Décio Brunoni, diretor do Centro de Genética Médica (CGM) da Unifesp e orientador do estudo.

Para prevenir a ocorrência da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a mulheres em idade fértil a ingestão diária de 0,4 miligramas de ácido fólico. Para aquelas que já tiveram filhos com o problema, a dose indicada para evitar a reincidência sobe para 4 mg. Os pesquisadores lembram que o uso da vitamina deve ser feito sempre mediante acompanhamento médico.

Pesquisas constataram que a ingestão adicional de ácido fólico reduz o risco de ocorrência do problema congênito de 1 caso entre 1.000 bebês nascidos vivos para 1 em cada 2.000. Já entre as mulheres que tiveram um filho com a doença, com a ingestão da vitamina, a probabilidade de ter um segundo bebê afetado cai de 1 caso entre 25 nascidos vivos para 1 em cada 100.

Para que a terapia preventiva funcione, é necessário que a mulher comece a ingerir a substância dois meses antes da concepção e continue até o terceiro mês da gravidez, adverte a médica Ana Beatriz Perez, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do CGM. “Como as pessoas não conseguem prever quando vão engravidar, a recomendação é que toda mulher em idade fértil tome ácido fólico”, comenta Ana Beatriz, que investiga variações genéticas associadas aos defeitos de fechamento do tubo neural.

Gravidade

Os defeitos de fechamento do tubo neural podem se manifestar de três maneiras diferentes. Na forma mais grave da doença, a anencefalia, não ocorre a formação de parte do encéfalo, o que acarreta a morte do feto.

Uma manifestação um pouco menos grave desse defeito congênito (a cefalocele) impede a formação total do osso do crânio, e também causa alta mortalidade. O tipo de defeito mais comumente encontrado, por ser menos grave, é conhecido como espinha bífida. Nele, o canal que envolve a medula espinhal não se fecha completamente durante a gestação. Embora o problema não cause a morte do bebê, as conseqüências podem ser diferentes níveis de paralisia. “Atualmente, essas crianças podem chegar à idade adulta. Mas, quando sobrevivem, necessitam de cuidados como fisioterapia, terapia ocupacional, e de cirurgiões e neurologistas, além de apoio psicológico”, explica Ana Beatriz.

No Complexo Unifesp/SPDM, três serviços prestam assistência aos portadores da doença e seus familiares. No Centro de Genética Médica, são realizados o aconselhamento genético de pais e o atendimento a crianças portadoras do defeito congênito encaminhadas pelo Hospital São Paulo.

No Setor de Medicina Fetal, os profissionais realizam o diagnóstico de problemas de malformação congênita e o acompanhamento da gravidez.

O serviço também cuida da preparação do parto de crianças, além de fornecer apoio para a interrupção legal da gravidez, nos casos em que é identificada incompatibilidade com a vida.

A Melhor Posição para o Parto

A Melhor Posição para o parto


A posição tradicional utilizada durante o parto normal nem sempre deve ser encarada como a melhor opção para a mulher. Uma pesquisa realizada com 104 grávidas que esperavam o primeiro filho constatou que dar à luz deitada de lado pode facilitar o nascimento do bebê e trazer mais conforto para a mãe.

Segundo a enfermeira-obstetra Anatália Basile, autora do estudo apresentado no programa de pós-graduação em Enfermagem da Unifesp, uma das principais vantagens dessa posição é proporcionar uma maior abertura do canal de parto (em média 3 centímetros a mais). 

“A posição lateral propicia uma participação mais ativa da mulher. Elas têm contrações mais intensas, porém menos freqüentes, o que torna o trabalho de parto menos desgastante. Além disso, ganham liberdade para abaixar a perna quando estão muito cansadas e para recomeçar o esforço quando se sentem prontas”, avalia Anatália Basile. 

A estudante Débora Pereira, 18anos, teve sua primeira filha, Rafaela, há um ano e dois meses. Ela foi uma das participantes da pesquisa que passou pelo parto na posição lateral. Por causa da inexperiência, chegou ao hospital muito nervosa, mas conta que o trabalho de parto foi calmo.

“Inicialmente achei estranha a idéia de ter filho de lado. Mas resolvi experimentar e percebi que realmente fiquei mais à vontade dessa forma. As cãibras que sentia diminuíram bastante e, na hora do nascimento, a saída do bebê foi rápida”, lembra. 

Na pesquisa feita por Anatália, as pacientes foram divididas em dois grupos, por meio de um sorteio. Metade delas foi submetida ao parto na posição tradicional; a outra metade, na posição lateral. 

Todas as mulheres avaliadas tinham a bolsa íntegra quando deram entrada no hospital e concordaram em participar do estudo. 

O trabalho foi realizado no Centro de Parto Normal do Hospital Geral de Itapecerica da Serra, em São Paulo. O hospital recebeu, no ano passado, o prêmio nacional Professor Galba de Araújo, criado pelo Ministério da Saúde para reconhecer as ações voltadas à humanização do atendimento à gestante e ao recém-nascido. 

Para a enfermeira Janine Schirmer, orientadora da pesquisa, os resultados encontrados mostram que a posição lateral facilita o curso natural do parto. 

“Já a posição tradicional colabora com a intervenção da equipe de saúde, mas nem sempre é a melhor para a grávida, que acaba tendo de assumir posição passiva”, avalia. 

“Esse tipo de parto também não estabelece um limite rígido de tempo para o nascimento do bebê, já que a futura mãe tem maior controle e segurança da situação”.

Caso a caso

A pesquisa também avaliou a necessidade de episiotomia nas duas posições. Esse procedimento caracteriza-se por um corte próximo à vagina (no períneo), para ampliar a abertura do canal de parto. 

“Na posição lateral, ele só foi necessário em 7% das pacientes. Já na tradicional foi realizado em 26% das mulheres”, afirma. 

Segundo o ginecologista e obstetra Eduardo de Souza, professor da Unifesp, ao longo dos últimos anos vários procedimentos que eram utilizados na hora do parto passaram por um processo de reavaliação. 

“Já se sabe que práticas como a lavagem intestinal e a tricotomia (eliminação dos pêlos pubianos) não precisam ser usadas. Concluiu-se também que a episiotomia não deve ser feita como rotina e sim quando for realmente necessária”. 

Para o médico, o trabalho reafirma a importância de se avaliar cada caso e qual posição trará mais conforto e segurança para cada mulher. 

“O parto de cócoras, por exemplo, não pode ser feito por qualquer uma. Ele exige um treinamento muscular específico. Caso contrário, pode trazer mais danos. No entanto, não conheço nenhum outro estudo que mostre que a posição adotada interfere na necessidade de episiotomia”, ressalva o médico.

Fertilidade

Fertilidade


"Doutor, estou tentando engravidar há um ano e não consigo!". 


Muitas vezes é assim que se inicia uma consulta quando somos procurados por casais que ainda não têm um filho. Para início de nossa conversa temos que fornecer-lhes um dado importante. A espécie humana é uma das que tem menor índice de gestação por ciclo menstrual. Gira em torno de 25% a chance de um casal fértil, sem qualquer problema, com vida sexual ativa, gerar um bebê em cada ciclo menstrual ovulatório. De cada cem casais, somente 25 "engravidarão" no primeiro mês de tentativas e o restante ao longo do ano.

Por quê então, 15 a 18% dos casais tem um problema para engravidar? 


A gestação é consequência de uma série de eventos interdependentes e coordenados, que devem agir com uma perfeita sincronia. Pelo exposto acima, só se justifica o início de uma investigação após 6 meses a um ano de tentativas sem sucesso. Os fatores de infertilidade são vários, e podem ser masculinos ou femininos.

Por exemplo, pode haver um fator masculino de falta de espermatozóides (azoospermia) ou feminino, por exemplo com falta de ovulação (anovulia). A investigação requer muita paciência e tolerância por partes dos casais envolvidos, muitos exames tem de ser repetidos e realizados somente em alguns períodos do mês. Caso você esteja tentando engravidar há menos de seis meses sem conseguir não se preocupe, como lhe explicamos isso pode acontecer. Procure seu médico após este período para saber como proceder e quando ele acha necessário iniciar a investigação.

Aborto - Reflexões sobre o direito de viver


Aborto

Preliminares


Como sempre - mas, hoje, muito mais do que antes -, a consciência atual, despertada pela insensibilidade e pela indiferença do mundo tecnicista, começa, pouco a pouco, a se reencontrar com a mais primária e indeclinável de suas normas: o respeito pela vida humana. Até mesmo nos momentos mais graves, quando tudo parece perdido, dadas as condições mais excepcionais e precárias como nos conflitos internacionais, na hora em que o direito da força se instala, negando o próprio Direito, e quando tudo é paradoxal e estranho -, ainda assim o bem da vida é de tal grandeza que a intuição humana tenta protegê-lo contra a insânia coletiva, criando-se regras de conduta que impeçam a prática de crueldades inúteis e degradantes.

Quando a paz passa a ser apenas um momento entre dois tumultos, o homem - o Cristo da sociedade de hoje - tenta encontrar nos céus do amanhã uma aurora de salvação. A ciência, de forma desesperada, convoca os cientistas de todos os climas a se debruçarem sobre as mesas de seus laboratórios, na procura alucinada dos meios salvadores da vida. Nas mesas das conversações internacionais, mesmo entre intrigas e astúcias, os líderes do mundo inteiro procuram a fórmula mágica da concórdia, evitando, assim, o cataclismo universal.

Mesmo assim, e, mais ainda, na crista da violência que se instituiu em nosso país nesses últimos anos, levanta-se uma nova ordem: a da legalização do aborto, ou, eufemisticamente, a sua descriminalização. Tal fato nada mais revela senão a reverência ao abuso, o aplauso ao crime legalizado e a consagração à intolerância contra seres indefesos, cujo fim é a injustificável discriminação contra o concepto e as manobras sub-reptícias do controle da natalidade, como forma de preconceito do patriarcado industrial, do machismo científico e do colonialismo racial.

Quais as verdadeiras razões desse raciocínio tão implacável? Supõem os defensores do aborto que seria uma maneira radical de diminuir o número de abortamentos clandestinos e sua morbimortalidade. É argumento pouco consistente alguém simplesmente justificar um aborto porque a mulher não esperava uma gravidez ou porque admite uma remota probabilidade de malformação genética, quando venha se manifestar um possível gene autossômico recessivo.

O que assusta é imaginar que a gestante que não possa ou não tenha oportunidade de realizar exames pré-natais, e, portanto, direito ao aborto, não seja contemplada mais adiante com urna legislação que permita praticar impunemente o infanticídio.

Aceitar-se a legalização do aborto, projetando na realidade brasileira uma cifra aproximada de abortamentos criminosos praticados anualmente em torno de dois a três milhões -, ou pelo fato de ser essa prática contínua e progressiva, nos leva a graves e perversas contradições: Primeira, nada mais discutível que tais estatísticas sempre supra ou subestimadas ao sabor de cada paixão e, por isso mesmo, desconhecidas; depois, seria o caso, com todo respeito, de normatizar também o seqüestro, que é uma situação que se repete de maneira continuada e assustadora.

Após a legalização do aborto, será que surgiriam os defensores do infanticídio oficial do segundo ou do terceiro filho dos "indisciplinados sexuais"? Pelo menos, isso não seria nada original, pois já se utilizou de tais recursos, em época não muito distante, numa pretensa e cavilosa "política eugenista". Admite-se, no Brasil, uma mortalidade materna em torno de. 4,5 por 100 mil nascimentos vivos, em abortos provocados, o que representa um fato lamentável e muito grave. No entanto, somente em João Pessoa morrem por dia cerca de doze crianças, entre 0 e 5 anos, por doenças tratáveis e evitáveis, agravadas pela fome.. E não se conhece nenhum movimento organizado que, pelo menos, manifeste, sobre isso, sua indignação.

Admitimos, ainda, que nos países que adotam o aborto livre, apenas uma pequena parcela dos médicos defensores e praticantes do abortamento seja consciente e honesta. A maioria, bem significativa, o faz por interesses meramente financeiros.

Ninguém se engane que o aborto oficial vai substituir o aborto criminoso. Ao contrário, vai aumentar. Ele continuará a ser feito por meio secreto e não controlado, pois a clandestinidade é cúmplice do anonimato e não exige explicações.

Podemos até admitir a discussão ampla do problema, convocando-se todos os segmentos organizados da sociedade para esse debate com vista a uma possível alteração dos códigos. Tudo bem. O que não se pode é instigar ou aplaudir, por razões ditas "humanitárias" e "ideológicas", o simples desrespeito à lei e a pregação à desobediência civil. Uma coisa deve ficar bem clara: indiscutível é o direito inalienável de existir e de viver; outro, de limite discutível, é o direito de alguém dispor incondicionalmente da vida alheia.

Outra coisa: legalizado-se o aborto, estariam todos os obstetras disponíveis à prática abortiva? Acredito que não. Ninguém pode ser violentado na sua consciência. Ainda mais: os professores de obstetrícia estariam no dever de colocar no currículo de ensino de sua especialidade, não apenas os conhecimentos na assistência à gestante e ao feto, mas, também, conhecimentos de como matar com mais eficiência e destreza o embrião humano? E possível conciliar uma medicina que cura com uma medicina que mata? Onde levantaríamos o limite de dispor de uma existência? Ao que nos consta, a medicina sempre contou com o mais alto respeito humano pelo irrestrito senso de proteção à vida do homem e não como instrumento de destruição. Fora disso, é distorcer e aviltar a sua prática, a qual deve inclinar-se sempre ao bem do homem e da humanidade, prevenindo doenças, tratando dos enfermos e minorando os sofrimentos, sem restrições ou sem discriminações de qualquer natureza.

A oficialização do aborto nada resolve. Ele não é causa, mas conseqüência. Não é um fato isolado. Ë um fenômeno estritamente de ordem social, e como tal tem sua solução com propostas políticas bem articuladas, pois ele sempre teve na sua origem ou nas suas conseqüências uma motivação de caráter social. A primeira coisa que se deve fazer para se minimizar o aborto provocado é acudir os grupos desassistidos, por meio do esvaziamento dos vergonhosos bolsões de miséria, permitindo-lhes o acesso às suas necessidades primárias e imediatas: casa, comida, educação, saneamento básico e assistência médica. E necessário também fazer nascer a consciência sanitária na população, orientando-a para os movimentos organizados de saúde, na luta com os trabalhadores rurais e urbanos por melhores condições de vida e de saúde, além de uma política social justa e capaz de favorecer as suas necessidades mais elementares, no combate permanente à iniqüidade e à injustiça.


Você é contra ou a favor do aborto?


Comentários:

01 - Quero parabenizar o colega (Dr. Genival V. de França) sobre o artigo que escreveu. Tenho um livro escrito que se chama: "GRAVIDEZ, um momento fundamental". É sobre psicologia transpessoal e mais especificamente sobre a Terapia Regressiva que conduz as pessoas a reviverem o período de sua gravidez. A partir daí não duvidei mais de que o feto tem uma consciência clara e que registra tudo o que acontece com a mãe e com ele - até com outras pessoas que o cercam.

Dr. Luiz Augusto B. Menezes

02 - O artigo do Dr. Genival V. de França é bastante claro e enfático em sua posição contra o aborto. Eu gostaria de lembrar mais um fato, que é a bandeira maior dos defensores dessa prática: a legalização do aborto em casos de malformação fetal, a qual se apoia (1) na defesa da "dignidade do casal", que teria o direito de ter um filho normal, e (2) na defesa da "vida digna para o filho", que teria o direito de nascer normal (isto é, sem malformações físicas ou retardo mental). Ora, o que será mais digno para um casal do que aceitar o filho, independentemente de doença ou malformação? E o que será mais digno para o filho: ter direito à vida ou ser morto sem defesa enquanto feto? Aliás, malformações morais, adquiridas durante o curso da vida, são incontestavelmente piores do que quaisquer anormalidades físicas e mentais, cujos portadores deveriam receber o amparo benevolente de toda a sociedade, e esta então poderia ser, com justiça, considerada digna, em vez de hipócrita. Deixemos as questões de supostas "dignidades" e moralismos para o Criador decidir, e aceitemos a verdade única e incontestável: o direito maior é o
direito à vida, e digno é o casal que a aceita, com ou sem anormalidades. O resto é conversa.

Dr. Luiz Roberto Fontes
Ginecologista e Obstetra

03 - Obviamente eu apoio a decisao destes pais (aborto em caso de mal formação fetal). Eu faria o mesmo caso fosse necessario, assim como quaisquer pais, eu acredito.

Eliete Pinheiro

04 - Um grande abraço e parabens pelo brilhante artigo do Prof. Genival Veloso de França. Sou de todas as formas contrário ao aborto e ao direito de matar.

Aproveito para encaminhar mensagem minha ao Prof. Herbert Praxedes sobre a luta que ele vem realizando a favor da vida daqueles que não podem lutar e nem podem se defender.

Prezado amigo Praxedes, recebi e li dois documentos da vida que você me mandou. Não sei o que fizeram a outros entretanto sei o bem enorme que me fizeram. Ao falar da vida você me lembrou o nascimento de meus três filhos que assisti e também o renascimento de meu Pai e de minha Mãe, bem como o nascimento de minha neta. É claro que nada é mais importante para nós que a vida. Principalmente dos seres que nos são caros e amados.

As emoções foram tantas e indescritíveis em cada uma destas etapas de minha existência que só posso agradecer a Deus por ter permitido que eu as vivesse com tamanha intensidade, com tamanha emoção e que principalmente eu estivesse tão agarrado ao teu espírito de batalha pela vida que você em todas as nossas conversas sempre deixou claro. Isto realmente foi um marco divisor. Lutar pela vida a qualquer momento, ter sempre a esperança no milagre, admitir que existe algo mais forte que a ciência, nos leva a todas as tentativas mesmo quando todas as esperanças científicas estão já derrubadas por terra.

É evidente que não vamos querer manter uma vida apenas pelo dinheiro, entretanto temos a obrigação de lutar pela nossa sobrevivência e principalmente pela sobrevivência de todos os seres que respiram e vivem neste mundo chamado Terra. É importante que se diga isto, e se repita sempre insistentemente, e novamente se torne a dizer, uma vez que métodos de limitação de vida estão cada vez mais adiantados, e de certa forma persuasivamente incutidos em nossas mentes, pelos arautos da legitimidade de matar. Se quando meu Pai ou minha Mãe que estiveram graves em situações extremas e quase limitantes de vida eu tivesse desistido e os colegas, que deles trataram tivessem feito o mesmo, eu não os teria hoje vivendo bem , com qualidade de vida e principalmente felizes por estarem vivos. Mais felizes ainda estão por estarem juntos há quase 60 anos compartilhando de uma união perfeita, se é que perfeição existe. E eu também não estaria tão feliz.

Esteja certo que se de tudo que você escreveu sobre a vida não foi o suficiente para amenizar ou diminuir a ira dos assassinos, que impunemente entram em um útero para matar àqueles que não tem a mínima capacidade de defesa, pelo menos você fez o seu papel de ser humano, o seu principal papel no contexto da humanidade. Você gritou pela vida , você suplicou pela vida , você estimulou a vida e tenho a absoluta consciência que você realmente desejou todas as vidas. Um grande abraço a você pela coragem , pela tenacidade e pela honestidade de princípios em favor da vida.

De um aluno sempre brigão e criador de caso.

Gravidez - Nove meses de importantes dúvidas e emocionantes descobertas

Gravidez


A gravidez, um momento especial e tanto, é cercada de períodos de ansiedade e, principalmente, milhões de dúvidas. Aliás, a primeira questão que surge é referente à duração da gestação, o que me obriga a fazer uma correção no título deste artigo. A gestação na espécie humana tem duração média de 280 dias, que correspondem a 40 semanas, ou nove meses e uma semana. Como disse, duração média, pois pode ocorrer uma oscilação normal em torno da data provável do parto de até 2 semanas para mais, ou para menos. Dessa forma é possível encontrarmos parturientes com "quase" dez meses, sem anormalidades com o bebê. E aproveito para citar um exemplo para tranqüilizar a mãe e, principalmente, seus familiares: Eu nasci de parto normal com 42 semanas de gestação. Um pré-natal bem acompanhado e sem intercorrências nos permite aguardar com segurança o bebê que chegará.

A gestação no seu início é cercada de fantasias, inseguranças e expectativas. A fase inicial da vida é caracterizada por uma multiplicação celular rápida, com a formação do embrião e seus anexos, um dos quais a futura placenta que nutrirá o feto. Surgem, então, as modificações gravídicas hormônio-dependentes, que ressaltam ainda mais a beleza natural da mulher. É fácil notarmos que os estrógenos, que se tornam abundantes, põem em evidência a plena feminilidade da mulher grávida. A pele fica mais macia e o cabelo volumoso e sedoso. Aproveito para lembrar os cuidados da exposição ao sol - usar protetor solar com freqüência - e de evitar as tinturas de cabelos.

É preciso ressaltar também que, devido às modificações hormonais e por sentir-se mais bela, a mulher pode demonstrar sua sensualidade e exercer com plenitude a sua sexualidade. A gestante deve consultar seu ginecologista para, com segurança, manter as relações sexuais.

No segundo trimestre da gestação surgem os movimentos fetais, aumentando ainda mais a ligação afetiva materno-fetal; e a velocidade de crescimento do feto torna-se espantosa, o que evidencia o ventre materno. É nessa fase que a gestante faz inúmeras descobertas sobre as modificações de seu corpo, sendo então mais importante o controle de seu peso e de sua estética, permitindo, após o parto, o retorno rápido ao perfil pré-gravídico. Tornam-se também mais freqüentes os períodos de maior sonolência, decorrentes do maior gasto energético.

Chegamos agora aos últimos meses de gestação, onde o ímpeto de comunicação e interação com o feto atinge seu ponto máximo. O prazer da percepção da maior parte dos movimentos do bebê, com a participação do pai é ainda mais intenso. As consultas do pré-natal tornam-se mais freqüentes e esclarecedoras, permitindo maior tranqüilidade quanto aos riscos ocasionais. É o momento da escolha da maternidade, de verificar os enxovais da mãe e do bebê e da preparação do nascimento do bebê. O parto normal, em especial, não deve assustar a mamãe, pois a maior parte das maternidades e das equipes de anestesistas possuem o domínio completo da analgesia do parto - parto sem dor -, permitindo controle absoluto sobre as contrações uterinas e monitorização do trabalho de parto, possibilitando um bem-estar materno e fetal.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Aborto Espontâneo: Principais causas e medidas preventivas do aborto espontâneo

Aborto Espontâneo


Aborto, um acontecimento temido pelas mulheres que querem ter filhos, é a perda do feto durante a gestação. Ele pode ser provocado - quando não é desejado- ou ocorrer de forma natural.

Abortos são muito comuns, especialmente nos três primeiros meses da gravidez, ou no primeiro trimestre da gestação. Cerca da metade de todos os óvulos fertilizados morrem antes que as mulheres percebam qualquer sintoma de gestação. Cerca de uma em cada 10 gestações diagnosticadas através de testes de urina ou sangue acaba em aborto, freqüentemente entre a sétima e décima segunda semana da gestação.

Uma gestação normal, sadia, não é prejudicada pelas atividades normais. A maioria dos abortos ocorre porque o feto apresenta um grave problema de saúde, que o impede de sobreviver. Em resposta a isto, os hormônios gestacionais caem e os sintomas tais como as náuseas, mamas doloridas e a fadiga desaparecem. O organismo desencadeia contrações uterinas e sangramento vaginal para expelir o feto. Quando não ficam restos fetais dentro do útero, a porção cervical uterina ou a entrada uterina se fecha. O útero diminui de tamanho e o sangramento cessa lentamente.

Entre outras causas de aborto podemos citar: infecção materna, defeitos uterinos, problemas hormonais, distúrbios do sistema imunológico, tais como lúpus, distúrbios da tireóide, diabetes ou outra doença. Além disso, uma mulher gestante apresenta um risco mais elevado para aborto quando: tem mais de 35 anos, apresenta uma doença prévia ou um distúrbio do sistema imunológico, é portadora de uma infecção viral grave, tal como herpes ou rubéola, teve 3 ou mais abortos durante o primeiro trimestre da gestação.

Os sintomas de aborto incluem: sangramento vaginal, dor lombar baixa, dor abdominal, contrações fortes e dolorosas, tecidos ou coágulos eliminados pela vagina.

Nem todos abortos podem ser evitados. Contudo, algumas ações podem diminuir o risco. Por exemplo, é útil detectar e tratar problemas de saúde tais como diabetes ou outros distúrbios, antes da concepção. Alguns meses antes da gravidez e durante toda a gestação a mulher deve: fazer uma dieta rica em ácido fólico e ingerir multivitamínicos. Isto ajuda a prevenir os assim chamados defeitos congênitos, defeitos do tubo neural, fornecendo a base para uma boa nutrição. Parar de fumar e evitar drogas ilícitas e drogas obtidas sem prescrição médica. Evitar o consumo de álcool. Manter seu nível de glicose sob controle, caso seja diabética insulino-dependente (diabetes tipo I). Usar sempre um cinto de segurança ao dirigir. Evitar o uso ou manuseio de substancias químicas tóxicas, doenças infecciosas e RX. E o mais importante de todos, fazer um pré-natal bem feito.

Um aborto pode ou não apresentar efeitos físicos a longo prazo. A grande maioria das mulheres que sofreu um abortamento pode ir em frente e ter uma gestação normal posteriormente. Caso ocorra um sangramento importante durante o aborto, pode instalar-se uma anemia (baixo nível de ferro no sangue).

Alguns médicos sugerem que a mulher deve tentar coletar qualquer tecido que tenha perdido por via vaginal, para que seja possível examiná-lo. Podem ser necessários medicamentos para ajudar a contração do útero e para parar o sangramento. Caso o tipo sanguíneo da mãe seja Rh negativo e o feto tinha Rh positivo, a mãe necessitará de uma dose da vacina anti-rh. Se ela não tomar essa medicação, os futuros fetos correm risco de serem sensibilizados pelo fator Rh e ocorrer outro aborto.

Algumas vezes um aborto é incompleto. Isto significa que algum tecido fetal permaneceu no útero. Para evitar infecção, deve ser feito uma procedimento chamado dilatação e curetagem, com a finalidade de esvaziar completamente o útero.

Uma mulher que teve um aborto ou passou por uma dilatação e curetagem deve permanecer em repouso no leito por 24 horas. Não deve manter relações sexuais ou fazer uso de tampões vaginais por 2 semanas, a não ser que seu médico a oriente de outra forma.

PRK ou Lasik? As duas principais técnicas de cirurgia à laser e quem está habilitado para ser operado

PRK


A cirurgia é fácil e indolor. O paciente pode fazê-la num dia e já estar dirigindo no outro. A cirurgia de refração, na qual se utiliza o raio laser para corrigir a visão, tornou-se um procedimento corriqueiro. Corrige a visão de pessoas que têm miopia ou astigmatismo. Mas não é toda essa maravilha que a “comercialização” indiscriminada tem tentado passar às pessoas, adverte o oftalmologista Brian Schwam, da Flórida.

“Apesar de ser um procedimento excelente, que tem proporcionado ótimos resultados, nem todo mundo vai obter visão perfeita depois de submeter-se à essa cirurgia”, explica o Dr. Schwam. “Cada olho é tratado de maneira diferente e, assim, é melhor pensar bem, antes de buscar a ajuda de quem alardeia resultados perfeitos”.

Depois da cirurgia, cerca de 95% dos pacientes conseguem visão de 20/40 ou melhor, sem óculos; e cerca de dois terços dos pacientes chegam a obter uma visão de 20/20, também sem óculos. No entanto, alguns ainda necessitam de óculos para ler ou dirigir, apesar da cirurgia.

Nesse procedimento, o cirurgião usa o raio ultravioleta frio, produzido por laser, controlado por computador, para mudar a forma da córnea e, com isso, melhorar a visão. Como o raio laser é frio, não produz nenhum dano aos tecidos ao redor da córnea. Cada pulsação do raio laser “levanta” uma camada microscópica da superfície da córnea. As pulsações são tão ínfimas que seriam necessárias 200 delas para cortar uma mecha de cabelo humano. Apesar do laser ser computadorizado, o cirurgião detém todo o controle do procedimento.

Os dois procedimentos mais comuns são a Foto-Queratectomia Refractiva (Photo-Refractive Keratectomy – PRK) e o LASIK (Laser in-Situ Keratomileusis).

No PRK, o laser remove pequenas camadas da superfície exterior da córnea. Esse procedimento é usado para corrigir a miopia mais leve e o astigmatismo.

No procedimento “LASIK”, cria-se uma pequena abertura sobre a superfície da córnea e se amolda o tecido que está por baixo, cobrindo-o outra vez. Utiliza-se um instrumento chamado microqueratome para dar um corte preciso e criar a cobertura. O LASIK pode ser utilizado para corrigir casos mais sérios de miopia. Esse procedimento causa menos incômodo e tem um período de recuperação mais rápido. Muitos pacientes podem ver sem problemas no dia seguinte à cirurgia. Mas a cirurgia requer muita experiência e destreza do médico.

A escolha do tipo de procedimento a ser adotado depende do estado de miopia de cada pessoa e dos resultados que ela deseja obter da cirurgia.

“Muitos pacientes que se submetem a uma cirurgia a laser não conseguem sequer ler uma letra grande no exame de vista a 20 metros de distância”, disse Schwam. Isso eqüivale à visão de 20/400. Uma pessoa é declarada legalmente cega se sua visão é 20/200 ou pior.

Os procedimentos para corrigir a visão com raios laser não funcionam para pessoas com presbiopia. Se óculos para perto forem necessários para leitura, não há como dispensá-los.

Você pode candidatar-se à cirurgia a laser se:
- tiver mais de 20 anos;
- não tiver problemas com a retina, não tiver cicatrizes nos olhos e nenhuma outra enfermidade ótica;
- sendo mulher, não estiver grávida;
- não tiver problemas do sistema imunológico;
- não tiver problemas de cicatrização;
- tiver expectativas razoáveis sobre o que a cirurgia pode e não pode fazer por você.

Nos Estados Unidos, a cirurgia a laser custa, em média, US$2.050, por olho, se o procedimento for o LASIK, e US$ 1.750, se for o PRK.