Antes, todo mundo, para não pegar. Depois, ninguém, para se curar.

Vivem enchendo a cabeça da gente de tanto preconceito e informação errada, que a gente fica em dúvida: quem deve ter medo de doenças que se pegam fazendo sexo?

Resposta: antes de pegar, todo mundo. E quem tiver medo da própria palavra “medo”, use sinônimos que soem melhor aos ouvidos, como prudência, cautela ou precaução, mas jamais confie nas aparências ou na sorte. Só há uma maneira de saber se o parceiro, seja quem for, não oferece risco de contaminá-lo: exame de saúde. Como “naquela hora” não tem como pedir atestado, sexo com camisinha é a única maneira de evitar a contaminação.

Aqui, mais do que nunca, uma pessoa prevenida vale por duas. O raciocínio é simples: contágio de doenças venéreas exige no mínimo a participação de duas pessoas, a que está doente e a que é contaminada. A transmissão não se faz nem por “espiritismo” nem porque alguém deixou micróbios no assento de um sanitário ou nas almofadas de uma poltrona. É por contato direto. Sendo assim, quem usa camisinha, protege a si mesmo, protege o parceiro e, ao mesmo tempo, contribui para que essas doenças não se alastrem pela comunidade. 

Tudo bem. Mas, o que fazer com o medo depois de se pegar a doença venérea? Adianta ter medo?
Resposta: depois de pegar, ninguém deve ter medo. Pelo contrário, deve se armar de toda a coragem para procurar médico imediatamente, até mesmo se apenas desconfia que possa ter sido contaminado. Ridículo é quem se expôs a risco, por que entrou na “onda”, perdeu o controle pela excitação ou abusou da bebida e fica com vergonha. A orientação médica, neste caso, é essencial porque até mesmo em casos extremos de risco de AIDS, há tratamentos preventivos.

O importante, o essencial, portanto, é a orientação do médico. Com exceção do HIV e do herpes genital, todas as demais doenças venéreas.  Vírus Papiloma Humano (HPV), associado ao câncer de colo uterino; gonorréia (esquentamento, gota militar, pingadeira, blenorragia), cavalo (cancro duro,´sífilis, lues), mula (coroa de cristo, cancro mole) têm cura e não deixam nenhuma marca se forem tratadas corretamente logo que aparecem. Não vá atrás de rezas, benzeduras, simpatias ou chás-de-qualquer-coisa porque não curam. Mesmo sem tratamento, os sintomas externos desaparecem, mas além de seguir contaminando outras pessoas, o que é uma deslealdade, a doença continua prejudicando o organismo. Torna-se crônica, o tratamento é mais demorado porque os micróbios se tornam resistentes e as lesões que eles produzem nem sempre podem ser revertidas.

Mesmo que a medicina não tenha encontrado ainda a cura para a AIDS e o herpes genital, o tratamento consegue pôr as duas doenças sob controle, poupando sofrimentos ao paciente. No caso da AIDS em particular, proporciona-lhe uma vida absolutamente normal e, o importante, o mantém vivo para que esteja presente no mundo quando, qualquer dia desses,  a ciência descobrir a cura radical.  


Equipe Corpo Saudável

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